A importância de um sistema de custos para a controladoria

por | 13 abr, 2020 | Artigos

Todas as indústrias deveriam saber a importância de um sistema de custos para direcionar decisões assertivas e sustentáveis. Desde decisões mais óbvias que envolvem políticas comerciais, como a definição das margens para precificação de ativos, tanto em condições normais quanto em estratégias de promoção, pois a premissa fundamental é que toda e qualquer venda seja lucrativa. 

A importância de um sistema de custos para analisar toda a sua indústria

Até decisões que exigem um conhecimento mais detalhado dos custos, como subsidiar investimentos operacionais na estrutura baseado na modernização do parque fabril ou ampliação organizacional. Sobretudo porque todo e qualquer investimento operacional impacta na produtividade de uma indústria e por consequência nos custos operacionais do empreendimento. Sendo assim, para justificar a realização de um investimento, nada mais justo que avaliar o seu impacto sobre os custos futuros e ganhos econômicos, mais comumente chamado de ROI.

Existem ainda a orientação para decisões mais refinadas  como programas usados como sistemas de custos para a redução destes. Assim defendido pela filosofia Lean Manufacturing, e mais enfaticamente  pelo WCM [World Class Manufacturing], os custos devem ser a base para orientar onde estão os desperdícios, para que sejam focados os esforços no sentido de reduzir custos ou aumentar a produtividade. Mensurando o potencial de ganho econômico e antecipando o impacto financeiro da economia, traduzido em aumento de lucratividade.

Todos estes pontos reforçam a importância de um sistema de custos integrado que seja capaz de rastrear ineficiências. Afinal, não há dúvida que desperdícios sempre vão existir em indústrias… Mas onde priorizar para maximizar o retorno financeiro em curto prazo?

Para começar a responder esta pergunta, vamos primeiro analisar o que é necessário sistematizar..

O WCM, amplamente divulgado pela Fiat Chrysler, defende que os custos devem ser gerenciados sob 4 dimensões, conforme a figura a seguir.

A importância de um sistema de custos para gerenciar todas as dimensões de custos

Em uma ponta, destacado em amarelo está o Custo Real , ou seja, como atualmente está operando o empreendimento, produto ou setor da indústria.

Na outra ponta, destacado em azul está o Custo Ideal, ou melhor, o custo sem ineficiências ou desperdícios. Seria algo como se a indústria operasse em condições perfeitas, ou seja, em condições utópicas. Mas se é utópico, para que serve?

Bom, o seu principal propósito é mensurar o tamanho do desperdício e o potencial de ganho econômico. A diferença entre o Custo Real e o Custo Ideal permite determinar o Custo Alvo. O Custo Alvo ou custo meta é aquele que é possível de ser alcançado dentro de um período pré-determinado, pois é composto pelo Custo Ideal somado das perdas que podem ser eliminadas.

Aqui é importante abrir um parênteses. De acordo com as premissas da Manufatura Enxuta, existem 2 tipos de perdas dentro de uma indústria. Perdas do tipo 1 são aquelas em que é possível sua eliminação, como retrabalhos ou refugos de peças. E perdas do tipo 2, que são aquelas que não podem ser eliminadas, mas podem ser reduzidas, como o setup de uma máquina ou o transporte entre processos.

Por fim, o Custo Orçado ou Padrão é aquele derivado da orçamentação de novos produtos ou processos por parte da Engenharia ou ainda a partir de projeções da controladoria.

A necessidade de gerenciar estas dimensões intensifica a importância de um sistema de custos integrado aos processos da indústria. Pois a partir deste controle, a lógica para orientar programas de melhoria passa a ser simples e intuitiva. E pode seguir os passos a seguir:

  1. A partir dos custos totais de transformação, considerando a diferença para o custo ideal, define-se o custo meta, ou seja, o quanto será possível alcançar de redução para o período proposto.
  2. Depois, mensuram-se as perdas e desperdícios de acordo com a família de produto ou setor onde ocorrem, dependendo da dimensão que está sendo considerada.
  3. Em seguida, priorizam-se famílias de produto ou setores com maior potencial de retorno em curto prazo. Por exemplo, famílias de produtos com alta margem de contribuição no faturamento tendem a trazer resultados financeiros mais rapidamente.
  4. Na sequência, mapeia-se a causa das perdas e desperdícios na família de produtos ou setor priorizado.
  5. E projetam-se ações de melhorias, simulando o impacto destas ações sobre o custo meta definido.
  6. Por fim, mensurando o impacto das ações de melhoria, projetam-se os investimentos a serem realizados e o ROI – retorno sobre o investimento.
  7. Finalmente procede-se à implantação das melhorias, analisando a eficácia das ações e aferindo os resultados financeiros previstos.
  8. E promove-se a repetição do ciclo até atingir o custo meta para o período proposto.

Via de regra, a gestão desta sequência, segue um ciclo PDCA de monitoramento, permitindo não apenas a aferição dos resultados, mas sobretudo a implantação de um processo de melhoria contínua que trará resultados cíclicos para a indústria.

E mais importante, colocando a controladoria como protagonista neste processo de busca pela excelência operacional da indústria!

Mas a grande questão é que para suportar a gestão destas informações, há necessidade de processar um grande volume de dados dentro da indústria. Dados estes que nem sempre estão controlados e disponíveis. Por isso é necessário uma sistema de custos inteligente para que todo este volume seja gerido de forma eficiente.

Então o desafio agora é como sistematizar estas mensurações, de forma rápida e precisa, a partir dos seus próprios controles gerenciais.

 

Veja em: Quando se trata de custos, qual a melhor forma de controlá-los?

 

 

 

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