O papel do controller na retomada da indústria

por | 13 abr, 2020 | Artigos, RC

Sem dúvida, a humanidade está atravessando um momento singular, nunca antes experimentado na história moderna. E todos estamos ainda envidando todos os esforços para controlar as graves consequências desta pandemia, buscando atenuar seus impactos sobre a saúde pública e, consequentemente, sobre a economia mundial. Entretanto, haverá um momento em que prevaleceremos sobre o controle da propagação deste vírus e, aos poucos, tentaremos retornar ao estado em que estávamos antes da pandemia… e neste momento o papel do Controller será fundamental na retomada da indústria.

Mas em quanto tempo será esta retomada? E qual será o cenário para a economia industrial?

O papel do controller na retomada da indústria

Veja, devido às características únicas deste surto, não há modelo ainda desenvolvido que permita simular todas as consequências advindas desta situação. O mais próximo que temos é o atual cenário dos países que experimentaram originalmente os impactos do Covid-19. Neste caso, a China.

Só que até na China, que começou a sentir os efeitos desta crise em janeiro deste ano, o cenário futuro ainda não está claro. Não obstante, os números que vêm sendo publicados desenham um ambiente fúnebre. O Escritório Nacional de Estatística Chinesa divulgou recentemente números que deflagram quedas drásticas tanto na produção industrial, quando no varejo e investimentos em ativos fixos, antecipando o que possa ser, um colapso econômico em escala mundial.

A produção industrial registrou uma queda 10% maior do que o previsto para este cenário. Já o nível de consumo, que tem o varejo como indicador, despencou mais de 15% em relação ao esperado. E acompanhando este decréscimo, os investimentos em ativos fixos, como máquinas e equipamentos, caíram mais de 20% do que inicialmente antecipado pelos especialistas chineses.

Tais números apresentados pela China são ainda mais preocupantes quando colocados em perspectiva. Pois seus impactos não se restringem ao país em questão, mas se ramificam por todo o globo. A China concentra grande parte da manufatura mundial, além de ser o principal player em termos de exportação de insumos, matérias-prima e mercadorias.

Então, não há dúvidas que o setor industrial brasileiro também será fortemente impactado.

Neste ponto, é importante destacarmos um fato que diferencia esta crise de qualquer outra já experimentada no Brasil. Diferentemente da greve dos caminhoneiros de 2018, que afetou mais fortemente a cadeia de oferta, neste caso, a demanda também está sendo profundamente impactada.

A quarentena imposta à sociedade, por mais necessária que seja no momento, limitou de maneira significativa a capacidade de consumo do brasileiro, em uma escala nunca antes vista. E mesmo que a cadeia de fornecimento seja eventualmente retomada, ninguém consegue ainda prever em quanto tempo ocorrerá a retomada dos níveis de consumo pré-Covid.

A questão que resta é:

O que irá acontecer com a indústria brasileira neste cenário de recessão?A preocupação do controller pela incerteza do futuro

Esta é uma pergunta que ninguém pode ainda responder de forma assertiva. O que pode, e deve ser feito neste momento, é traçar hipóteses de cenários e, ao mesmo tempo, simular configurações de operação para se adaptar às novas realidades.

 

Mais do que nunca, o papel do Controller na retomada da indústria será fortemente demandada para guiar mudanças de rumo drásticas e efetivas no ambiente industrial.

É evidente que todos os planos de subsídios propostos pela esfera governamental devem ser devidamente aproveitados. Mas dificilmente serão suficientes para garantir a saúde financeira da indústria em curto prazo. Então, somente aquelas que conseguirem se adaptar rapidamente aos novos cenários terão a vantagem competitiva para atravessar, da forma menos traumática possível, este panorama turbulento de incertezas.

Para tanto, há que se ter domínio de todos os aspectos da operação, traduzidos em termos econômicos. Em suma, não basta simplesmente cortar ou limitar o uso de recursos sem analisar os impactos econômicos de tais decisões, tanto no curto quanto no médio prazo. Do contrário, o que parece uma solução no momento, pode tornar-se um grave problema em um cenário futuro.

Resta claro então que controlar todos os diversos componentes de custos de sua operação, segmentando aqueles essenciais para manter padrões mínimos e seguros de qualidade, passa a ser uma premissa básica de sustentabilidade. Assim como entender como eles irão se comportar em cenários diversos.

Mais do que nunca, os conceitos de manufatura enxuta serão colocados à prova. E devem, sem dúvida, ser direcionados para a obtenção de ganhos econômicos mensuráveis no curto prazo, destacando então o papel do Controller na retomada da indústria.

Em suma, a indústria deve ser capaz de simular configurações de operação diversas para equilibrar sua oferta frente às novas condições de consumo da sociedade. Adaptar a capacidade produtiva da indústria, de forma ágil, deverá ser um fator essencial para a sustentabilidade da operação como um todo. Logicamente, cortes e dispensas poderão ser necessários, entretanto, se forem pautados com base em informações precisas, projetadas e integradas, tais mazelas poderão ser amenizadas, uma vez que a recessão se atenue.

Não há dúvidas que vivemos um período singular na história da humanidade. E como percebido em outros tempos, apenas a capacidade de rápida adaptação poderá ser capaz de garantir a nossa sustentabilidade econômica a longo prazo.

 

Veja a seguir: A importância de um sistema de custos para a controladoria. O que realmente importa?

 

Ou veja também: Os grandes vilões dos custos: a burocratização dos processos.

 

 

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