O conceito de centros de custos e como utilizá-lo em sua empresa

por | 4 jul, 2018 | Artigos

Aprenda a segmentar sua empresa de acordo com as diferentes atividades exercidas, e como isto pode facilitar as análises do desempenho do seu negócio.

Hoje abordaremos um conceito fundamental para a gestão de custos de uma empresa: os Centros de Custos.

Por definição, um Centro de Custo é uma organização lógica que segmenta diferentes setores e atividades dentro de uma empresa. O conjunto dos centros de custos representa a estrutura total de uma empresa, sendo que cada um deles pode ser considerado, de uma forma geral, uma divisão independente.

O objetivo aqui é claro: separar as atividades da empresa, para não comparar laranjas com bananas.

Seria como fragmentar a sua empresa em várias “mini-empresas” independentes, que geram cada uma suas próprias “receitas”. À cada uma destas “mini-empresas” são alocados os diferentes custos, sejam eles mão de obra, depreciação de equipamentos, gastos com luz, água, telefone, aluguel, dentre outros.

Em seguida, define-se a sua capacidade produtiva, seja ela dependente da quantidade de mão de obra disponível, seja ela dependente das máquinas instaladas.

A utilização deste conceito torna mais claro o processo produtivo, além de como se agrega valor (e custos) aos diferentes produtos dentro da empresa. Além disso, torna-se muito mais fácil medir o desempenho do negócio, ao se fazer esta análise segmentada, já que cada centro de custo é responsável por apenas uma parte do processo produtivo, e tem suas capacidades produtivas bem definidas, permitindo-se assim identificar gargalos, e pontos de ociosidade.

Para auxiliar na determinação dos Centros de Custos de sua empresa, é importante levar em consideração 4 aspectos primordiais, listados a seguir:

  • Organograma: A primeira etapa leva em conta os setores da empresa segundo seu organograma. Cada uma destas áreas deve ser considerada como um centro de custos em potencial;

  • Localização: Quando uma empresa se divide entre várias plantas diferentes, a localização, aliada ao organograma, é uma base para a definição dos centros de custos. Não é incomum que, mesmo que se realizem atividades semelhantes, os custos produtivos possam ser diferentes segundo a sua localização.

  • Responsabilidades: Após as considerações sobre o organograma e a localização, o aspecto das responsabilidades diretas dentro de cada empresa deve ser levado em conta para uma definição ótima dos Centros de Custos. Ou seja, cada gerente, ou supervisor dentro da empresa pode ter sob sua responsabilidade um centro de custos.

  • Homogeneidade: Finalmente temos a homogeneidade dos Centro de Custos, um aspecto que influência diretamente a qualidade de alocação de custos aos produtos e serviços oferecidos. Um Centro de Custos pode ser considerado homogêneo quando as atividades nele realizadas independem do produto que passa por ele, ou seja, por exemplo: todas as máquinas dentro dele são semelhantes, ou os colaboradores que ali trabalham tem a mesma faixa salarial.

Para entendermos melhor estes diferentes aspectos, convém analisar uma empresa fictícia, do setor metalmecânico, por exemplo. O organograma desta empresa é apresentado a seguir.

 

 

 

Segundo a análise do Organograma, podemos dividir esta empresa em 4 grandes centros de custos: Diretoria, Produção, Administrativo e Comercial.

O aspecto de Localização ampliaria a segmentação do Comercial para cada uma das filiais regionais.

As diferentes Responsabilidades iriam dividir a Produção em 5 Centros de Custos: Projeto, Corte, Conformação, Acabamento e Qualidade.

Já no que diz respeito à análise de Homogeneidade deve-se avaliar máquinas e colaboradores em cada um dos Centros de Custos identificados. No Centro de Custo de Corte, uma divisão possível seria entre Usinagem Convencional e Usinagem CNC, por exemplo.

Como podemos perceber, os critérios para a definição dos diferentes Centros de Custos são universais, porém a definição deles é intrinsecamente relacionada às características do processo e da gestão de cada empresa.

Esta forma de analisar a empresa por partes é, portanto, um importante facilitador para basear algumas das principais tomadas de decisão de gestão da produtividade industrial, tais como as que dizem respeito à aumento ou redução de mão de obra, ao investimento em máquinas e equipamentos, à necessidade de melhoria de processos, à medição da produtividade, à definição de metas de desempenho, para citar apenas alguns exemplos.

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